ISTO É - Capitulo 5 - A Vez do Refino
Capítulo 1 - O petróleo é todo nosso
Capítulo 2 - O símbolo de uma luta
Capítulo 3 - A caminho do mar
Capítulo 4 - O Novo Mapa do Petróleo
Bom dia para todos!
Agradeço as visitas e os e-mails recebidos agradecendo pelo blog! Valeu mesmo!
Precisamos mesmo desse feedback de vocês!
Devido ao feedback de vocês, resolvemos mudar a cara do blog, uma nova roupagem!
Criação do futuro Tecnólogo e publicitário, Diego Thadeu ,
Como não poderia deixar de dizer, o outro foi de autoria do Thiago Laureano, já formado em Tecnólogo em Petróleo e Gás.
Agradeço a apoio de todos,
Espero que tenham gostado da nossa nova cara!
mande-nos um e-mail
victor.tecnopeg@gmail.com
A corrida pelo 1º emprego é um dos maiores desafios da vida acadêmica. Portanto, não deixe passar esta oportunidade!
Estudantes universitários de todo o país terão a grande chance de trabalhar com Roberto Justus em uma de suas empresas. A oportunidade é válida para alunos matriculados em qualquer curso superior e instituição de ensino.
Se você se sente preparado para realizar as tarefas e suportar a pressão nas salas de reunião do programa, participe do mais difícil processo de seleção da TV Brasileira.
Todo este esforço será recompensado no final, pois o vencedor desta 6ª temporada levará para casa o prêmio de R$ 1 milhão e um emprego com salário de R$ 10 mil por mês em uma das empresas de Roberto Justus por pelo menos 1 ano.
As inscrições serão realizadas somente pelo site da Record: www.rederecord.com.br até o dia 31 de dezembro de 2008.
Depois das inscrições e de uma rigorosa etapa de seleção, apenas 18 candidatos participarão do programa.
Como os estudantes vão reagir à forte pressão durante a realização das tarefas e à tensão nas salas de reunião?
As gravações do Aprendiz 6 Universitário começarão em março de 2009, com previsão de estréia em maio do mesmo ano.
Quer ser reconhecido no mercado como um talento? Anote aí: reúna em sua lista de competências a capacidade de liderar e desenvolver pessoas, a criatividade para inovar, a flexibilidade para se adaptar a mudanças e o espírito colaborativo. Para 1 150 CEOs de todo o mundo, ouvidos no início deste ano pela consultoria americana PricewaterhouseCoopers, são essas as principais habilidades que formam um executivo talentoso. Se você conseguir dominá-las, pode se considerar indispensável. O mercado lutará pelo seu passe e seu futuro profissional estará assegurado. Há três anos, faltava emprego. Hoje, o cenário se inverteu: os salários aumentaram, há vagas e a disputa por profissionais de alto nível é intensa, diz Pedro Mandelli, consultor em gestão de pessoas de grandes empresas, como Visa Vale e Schincariol.
O motivo é que as companhias enfrentam uma crise mundial de talentos, que afeta também o Brasil. Dez em cada dez presidentes com quem converso me revelam a preocupação com a falta de profissionais qualificados, diz Alexandre Fialho, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, e coach de altos executivos. Para eles, esse é um gargalo pior que o da infra-estrutura, diz. O problema é tão grave que alguns CEOs estão tratando pessoalmente da questão. Hoje gasto um quarto do meu tempo fazendo coaching com executivos da casa e entrevistas com candidatos, diz José Aurélio Drummond Júnior, presidente para América Latina da Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul. Além dele, outros 14 presidentes de empresas renomadas e de diferentes setores foram ouvidos para esta reportagem (você confere os depoimentos de cada um deles ao longo das reportagens que compõem este especial). Cada CEO tem uma definição particular do que é talento, mas, no fundo, todos estão disputando o mesmo profissional: aquele que se destaca dos demais e faz a diferença nos resultados de uma organização.
CONHECIMENTO E INOVAÇÃO
O engenheiro paulista Gustavo Chicarino, de 38 anos, está na lista de talentos da Ticket, empresa de serviços do grupo Accor. No início do ano passado, por causa do conhecimento que detém sobre o negócio, Gustavo foi escolhido para comandar a diretoria de estratégia, uma área crítica para as aspirações de crescimento da empresa. Antes, o executivo já havia sido responsável pelas duas últimas aquisições da companhia. A capacidade de inovar de
Gustavo também é reconhecida pela organização. Quando era gerente, ele montou um comitê de desenvolvimento de novos projetos, reunindo profissionais de várias unidades do grupo.
Também criou um portal com ferramentas para ajudar os funcionários a desenvolver planos de negócios. Gosto de trazer novas idéias para provocar a turma, diz Gustavo.
Alguns tipos de talento são naturais. Outros podem ser desenvolvidos. Gustavo não se tornou talento da noite para o dia. Na base de sua competência, há um enorme investimento no currículo. O executivo formou-se na Universidade de São Paulo (USP), fez MBA na Espanha, trabalhou em multinacionais, dentro e fora do país, e fala cinco línguas. Já deu aula em cinco faculdades e, há dois meses, publicou um artigo na edição brasileira da Harvard Business Review, considerada a bíblia moderna dos administradores. Em 15 anos de carreira, cinco dos quais na Ticket, adquiriu experiência nas áreas de finanças, gestão de projetos e desenvolvimento de novos negócios. Como costuma ocorrer com os talentos, Gustavo já recebeu convites para trabalhar em outras empresas. Da última vez, recusou. Preferiu ficar na Ticket. Logo depois, foi promovido para o cargo que ocupa atualmente.
EXECUTIVO ESTRATEGISTA
Outra característica do profi ssional de talento é a capacidade de se adaptar a mudanças. Segundo a Price, 88% dos CEOs consideram esta a mais importante habilidade para um executivo nos dias de hoje. E não basta ter facilidade para aceitar o novo. O profissional deve ser um provocador de mudanças e levar as pessoas junto com ele, diz José Aurélio, presidente da Whirlpool. A francesa Nathalie Pessier, de 39 anos, entendeu bem a mensagem do chefe. Ela chegou à Whirlpool em 2004 para ocupar o cargo de gerente-geral de planejamento estratégico. Nathalie ainda não tinha experiência direta em gestão, mas trazia uma bagagem respeitável como consultora de instituições internacionais, como o banco JP Morgan e a consultoria americana McKinsey.
A executiva reestruturou os planos de expansão da empresa no continente e, no Brasil, comandou a transferência da linha completa de fogões Brastemp de São Paulo para Rio
Claro, no interior paulista, onde já funcionava uma unidade da Cônsul. A produtividade da fábrica subiu 30% em um ano. Quem quer atingir resultados acima do esperado precisa ser crítico e sempre fomentar mudanças, diz. A executiva também se destacou como líder. Dos sete funcionários que recrutou para sua equipe, dois foram promovidos, além dela, é claro, que assumiu no início deste ano a diretoria de novos projetos e negócios internacionais da Whirlpool. Numa disputa cada vez mais global, estão em alta os líderes que reúnem visão estratégica e capacidade para desenvolver novos talentos, diz o headhunter espanhol Ignacio Bao, da Signium International (leia entrevista com ele nesta edição).
O COMPORTAMENTO PESA
Se você, como Gustavo e Nathalie, é um profissional que combina ótimo desempenho e alto potencial, já está na direção certa para ser reconhecido como um talento. Mas poderá se perder no caminho se não acrescentar a essa conta um outro elemento: a atitude. De acordo com os presidentes, humildade, boa comunicação leia-se saber falar e, importante, ouvir e desenvoltura para se relacionar bem são traços comportamentais que não podem faltar a um talento. Valorizo o executivo que sabe mudar de atitude conforme o contexto, variando agressividade e humildade na medida certa, diz Fernando Terni, presidente da fábrica de bebidas Schincariol. Para Bernando Hees, presidente da ALL, empresa de logística ferroviária, o talento precisa ter iniciativa e disposição para correr riscos. Prefiro um profissional que eu peça para parar do que outro que eu precise empurrar, diz Bernando.
Mas ter atitude nos negócios não significa abandonar valores éticos e descuidar da boa convivência. Ninguém mais quer aquele líder que passa por cima da equipe e dos pares para conseguir o resultado, diz Felipe Westin, consultor de desenvolvimento organizacional da Right Management, de São Paulo, que foi executivo de RH de multinacionais como Monsanto e Bristol-Myers Squibb. No Google, aspecto do profissional é levado muito a sério. A empresa só contrata profissionais que demonstrem afinidade com sua cultura corporativa, conhecida pela flexibilidade e pelo ambiente colaborativo. Os funcionários são incentivados a indicar candidatos com o perfil da empresa com direito a viagens para quem emplacar mais contratações. Queremos pessoas brilhantes e muito legais, diz o presidente no Brasil, Alexandre Hohagen.
O processo de recrutamento no Google tem outras peculiaridades, como o número de entrevistas até a contratação, que pode passar de dez. Em 2007, o paulista Ednaldo Lopes da Silveira, de 32 anos, enfrentou o filtro exigente da empresa ao disputar uma vaga para gestor e tributos. Depois de quatro meses de seleção e quase uma dezena de entrevistas, algumas em inglês, Ednaldo conversou com Alexandre Hohagen, que o surpreendeu perguntando se ele tinha alguma atividade que não estava em seu currículo e que gostaria de contar. Disse que tinha feito um curso de palhaço e apresentações para crianças carentes, diz Ednaldo. A vocação teatral, bastante inusitada para um profissional de finanças, foi um diferencial que o colocou à frente dos seus concorrentes. Além do inglês fluente, experiência como gerente de contabilidade de uma multinacional, conhecimentos sólidos da legislação contábil americana e um MBA em gestão executiva, a facilidade de se comunicar fez com que Ednaldo se destacasse.
A adaptação ao estilo Google foi rápida. Seis meses depois de ter ficado com a vaga, foi promovido à gerência de contabilidade. Acho que me encaixo bem no perfil informal, mais descolado, diz. A história de Ednaldo mostra que uma boa formação é importante, mas não faz da pessoa um talento corporativo. Iniciativa, olhar atento às oportunidades e habilidade de relacionamento são qualidades igualmente importantes e estão ao alcance de qualquer um que almeje um bom lugar no mercado. Veja nas próximas páginas mais recomendações de presidentes, headhunters e especialistas em carreira para quem deseja ser um profissional indispensável. Boa trajetória!
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