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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Boletim do SBGf - Os Desafios do Pré - Sal

Boletim produzido pela Sociedade Brasileira de Geofísica, abordando como matéria principal "OS DESAFIOS DO PRÉ-SAL", numa óptica da Geologia e Geofísica.


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Empregos em Santos

Fonte: nicomexnoticias.com.br

Os projetos que estão sendo implantados para a exploração da Bacia de Santos devem gerar cerca de 6.000 empregos. A estimativa é do gerente-geral da unidade de negócio de exploração e produção da Bacia de Santos, da Petrobras, José Luiz Marcusso, que participou de seminário em Santos (litoral de São Paulo).

Segundo Marcusso, a Bacia de Santos começa em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, passa por toda a costa de São Paulo e Paraná e se estende até Florianópolis, informou a Agência Brasil. Metade da bacia está situada no Estado de São Paulo, com o centro de gravidade em Santos. Por isso, a Petrobras está adquirindo um terreno de 25 mil metros quadrados para construir a sede definitiva da Unidade Bacia de Santos no município. Atualmente, 800 funcionários trabalham em dois prédios provisórios em dois endereços em Santos.

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Mais de 17.300 empregos no Rio

Fonte: nicomexnotícias.com.br

A Petrobras Transportadora S/A (Transpetro) anunciou a criação de cerca de 16 mil empregos, dos quais 11 mil no Estado do Rio de Janeiro. A Volkswagen Caminhões e Ônibus vai contratar, a partir de setembro, 1.300 funcionários para abrir terceiro turno de trabalho, em Resende, na Região do Médio Paraíba. Assim, o Estado do Rio contará com mais 17.300 vagas de empregos.

No caso da Transpetro, os trabalhadores se ocuparão da construção de embarcações para transporte de petróleo e gás. Já para a Volkswagen, os novos empregos deverão ampliar a capacidade de produção da fábrica, reduzindo as filas de espera de encomendas de caminhões e permitindo aumento de exportações para a Argentina.

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Memórias do século XXI por Max Gehringer

Vale a pena dar uma lida nesse texto, com muito humor e sarcasmo, Max Gehringer escreve como se estivesse no ano de 2124, falando das condiçõs sociais e emocionais do ser humano no respectivo ano.

"

As previsões sobre o futuro estão quase sempre erradas. Mas quem disse que é para as pessoas saberem o que vai acontecer com elas amanhã?

Hoje é 20 de agosto de 2124, quarta-feira, que no Brasil agora chama Wednesday, já que o português foi oficialmente banido quando nos tornamos o 67o Estado dos United States of Wide America, em 2095. Teve quem não gostou, claro, principalmente depois que a Floresta Amazônica virou a Tropical Disney World, mas a maioria apoiou porque finalmente pôde tirar passaporte americano sem aporrinhação e passou a receber salário em dólar. É verdade que muitos brasileiros ainda conservam um ranço xenófobo, o que é meu caso, por isso este relatório está sendo escrito em nossa antiga língua-mãe, que eu só domino porque nasci lá no distante 1980. Fiz 144 anos, trabalho há 126, estou forte e saudável, mas já ouço insinuações de que minha carreira entrou no plano vegetativo. A vida corporativa do século XXII não é justa com o pessoal da sexta idade, como eu: basta a gente chegar aos 140, e começa a ser discriminado no trabalho...

Os velhos tempos me dão saudade (uma de nossas poucas palavras que entraram no Mega Dicionário Americano, como sinônimo para "senseless feeling"), apesar de quase mais nada ser como era. Por exemplo, eu nasci com unha, cabelo e dente, últimos resquícios de nossa ascendência selvagem. E na juventude pratiquei zelosamente um ato denominado "sexual" para a reprodução da espécie, coisa que, hoje, a ciência simplificou muito: basta ir a qualquer McDonald's, comprar um kit de óvulo e espermatozóide (o número 3 tem sido o preferido pelos consumidores, porque acompanha uma Coca-Cola grátis) e inseri-lo num tubo plugado a um sistema embrionário - cujo nome técnico é "tamagoshi". Aí, é só redigitar a configuração desejada do genoma e depois ir clicando os comandos para as cargas vitais de proteínas. Simples. Em seis semanas, aparece a ficha fitoergométrica da criança, os custos de alimentação e educação e a mensagem "Are you sure you want to give birth?" Meu filho mais novo, o 365A27W648, vulgo "8", agora deu de ser curioso e me perguntar porque no meu tempo as coisas eram tão complicadas. Eu tentei explicar para ele que o tal ato ia além da simples reprodução, que a gente sentia prazer em copular, e ele fez aquela cara de nojo, típica de adolescente recém-saído da universidade. Mas, tudo bem, ele tem só 4 anos, um dia talvez entenda melhor.

Eu sei, estou divagando, desculpem. Não é das reviravoltas da natureza que este relatório trata, e sim das relações no trabalho. Meu hiperboss vai fazer uma apresentação no mês que vem, em Urano - com o criativo título de "Como Enfrentar os Desafios do Século XXII" -, e pediu minha colaboração. Ele quer mostrar às novas gerações a evolução da interação entre empresas e funcionários ao longo dos últimos 150 anos, desde a chamada "Era Jurássica Trabalhista" (1980-2020) até o aparecimento do "Homo Pizza", no final do século XXI. E me escolheu porque eu vivi todas as etapas do processo, além de ser o único por aqui que ainda sabe usar algarismos romanos. Então, vamos lá:

TRANSPORTE
Os empregados acordavam de manhã e iam para seu local de trabalho dirigindo um veículo pesadão e lerdo, que funcionava queimando derivados do extinto petróleo, chamado "automóvel" - não sei bem por que esse nome, que significa "move-se por si mesmo", já que o tal veículo só se movia sob comando humano e, algumas vezes, nem assim. Mas a maior dificuldade era enfrentar o "trânsito", do latim transire, "ir para a frente", e esse era exatamente o problema, já que o trânsito quase nunca ia em frente, e daí originou-se uma frase de uso muito comum, "Atrasei por causa do trânsito", que literalmente significa "Fiquei para trás porque fui para a frente". Ou seja, aquele povo era duro de entender. O mais incrível é que, apesar de tanta confusão e contrariando a lógica, as pessoas ainda conseguiam chegar ao que chamavam "local de trabalho".

LOCAL
O sistema jurássico de trabalho era coletivo, e as empresas até usavam jargões como "teamwork" para incentivar essas aglomerações, sem atentar para o fato de que elas eram uma fonte de proliferação de micróbios. O ponto de encontro era o escritório, um lugar onde os funcionários escreviam, daí a origem da palavra. Eram áreas enormes, onde pessoas se amontoavam em cubículos e passavam a maior parte do tempo produzindo "documentos", cuja principal finalidade era a de servir como evidência física de que as pessoas estavam ocupadas. Após produzidos, os documentos eram imediatamente "arquivados", de preferência em lugares onde nunca mais pudessem ser localizados. Isso na época tinha o mesmo nome de hoje, "burocracia". A diferença é que os atrasados do século XX faziam tudo com oito cópias, e nós, 150 anos depois, conseguimos reduzir para sete.

INDIVIDUALIDADE
O primeiro passo para erradicar o coletivismo inútil foi o "SoHo" (Small office, Home office), uma sigla surgida aí por 2000, que permitia aos funcionários trabalhar, confortável e produtivamente, em suas próprias casas. No Brasil, uma das conseqüências imediatas do SoHo foi o aparecimento de uma variante esperta, o "SoNo". O que obviamente implicou num aumento brutal da quantidade de documentos produzidos, porque só assim os chefes acreditariam que seus funcionários estavam acordados em suas casas. Depois do SoHo veio o "SoCo", aí por 2050. O "Co", todo mundo sabe, significa Chip office. Foi quando as corporações conseguiram implantar um microchip em cada funcionário para controlá-lo 24 horas por dia, desde o batimento cardíaco até o nível de atividade dos neurônios. Uma das características do SoCo que mais agradou às chefias - além do comando de "wake up call" - foi a possibilidade de emitir um choque elétrico remoto quando o funcionário atrasasse a remessa de um documento.

JORNADA
Trabalha-se oficialmente 2 horas por semana, mas já há rumores de que a jornada será reduzido para 100 minutos semanais. O que, tirando o tempo necessário para o sono e as inconveniências fisiológicas - que não sofreram alterações nos últimos 100 000 anos -, dá umas 120 horas ociosas por semana. O professor Domenico De Masi, que vive em estado de hibernação metafísica na Itália, afirma que isso é um absurdo, e defende a tese de que no futuro trabalharemos 100 minutos por ano. Mas o problema, mesmo, é que nunca conseguimos nos acostumar com o ócio. Por isso, nossa maior fonte de renda atual é a hora extra - fazemos, em média, 14 delas por dia, inclusive aos sábados.

EFEITOS COLATERAIS
Hoje, as megacorporações vêm se questionando se essa troca do trabalho grupal pelo individual foi realmente um progresso. Primeiro, porque ninguém mais conhece ninguém, já que os "colegas" viraram imagens digitalizadas. Segundo, porque todo mundo ficou sedentário e engordou uma barbaridade. E terceiro porque os antigos executivos eram estressados, e os novos sucumbem à depressão, o que acarreta muitos suicídios (ou, em linguagem ciberneticamente correta, self alt+ctrl+del). O maior guru de administração do século XXII - Tom Peters, vivendo confortavelmente em estado gasoso, num tubo de ensaio - publicou recentemente um artigo que está causando uma comoção corporativa. Ele defende a tese de que "nada substitui o contato humano". Incrível, dizem seus fiéis admiradores, que ninguém tivesse pensado nisso ainda.

EMPREGO
Conseguir um bom emprego hoje em dia não é difícil. O duro é se manter nele, porque as exigências para resultados de curtíssimo prazo aumentam cada vez mais. O tempo médio de permanência num emprego é de 28 horas. Daí o conceito em moda ser o da habilidade para saltar de galho em galho, ou "businessbilidade", que se resume a três fatores: experiência cósmica, formação galáctica e ser bem relacionado com quem manda.

SEXO
As diferenças entre sexos não são mais limitantes para o preenchimento de um cargo. Não porque tenha acabado a discriminação, mas porque acabaram os sexos. A antiga classificação "masculino/feminino/outros" caiu em desuso a partir do momento em que os assim chamados "homens" e "mulheres" equilibraram seus níveis de testosteronas e estrógenos. A ambivalência chegou a tal ponto que hoje os dicionários só registram a palavra "testículo" como sinônimo de "pequeno teste aplicado a estagiários".

HIERARQUIA
Nos tempos primitivos, as posições hierárquicas eram decididas ou por competência ou por protecionismo. Mas levava vantagem quem acumulava mais diplomas. Tudo mudou a partir do momento em que foi implantado o sistema de "Transferência Integral de Informações", pelo qual qualquer ser humano, quando completa 2 anos de idade, é acoplado a um megacomputador Deep Blue e absorve, em 15 minutos, o conhecimento acumulado pela espécie nos últimos dez milênios. Tem aí uma novíssima teoria dizendo que isso nos transformou numa raça de esponjas, e que o grande diferencial atual é saber pensar por conta própria, em vez de enfiar o dedo no nariz e dar um "retrieve". Segundo a teoria, há uma minoria de pensantes que consegue se perpetuar nas chefias porque tem "Inteligência Psicoemocional", ou seja, uma combinação balanceada de "instinto", "conhecimento" e "autocontrole". Eu acho que já ouvi isso antes, só que não me lembro bem quando foi.


RELACIONAMENTO

Os funcionários têm abertura para se comunicar fora do trabalho, desde que respeitem o conceito-chave do século XXII: Lógica Absoluta, ou seja, os assuntos devem ficar restritos aos negócios. Sentimentos e emoções, manifestações consideradas contraproducentes, estão proibidas desde 2104. Mas sempre tem quem não sabe aproveitar a liberdade: nosso maior problema social são os subversivos que se reúnem escondidos para praticar o maior delito da atualidade: rir e contar piadas. Não é por acaso que o maior best-seller desta semana é o cibertexto de auto-ajuda "Você Pode Ser Feliz, Desde Que Ninguém Saiba".

INFERNET
A arcaica Internet, uma rede de comunicação que causou furor no fim do século XX, e que hoje é citada como exemplo de paranóia coletiva, foi substituída pela Infernet, à qual todos somos plugados logo ao nascermos. A palavra veio do latim infernus, "subterrâneo", uma analogia a seu formato de raízes que alimentam o caule central. O caule, de onde saem e para onde convergem todas as informações, é a Suprema Inquisição, cuja regra é "Todos somos iguais perante Deus". Sendo que Deus, como todos sabem, é Bill Gates. Embora corra por aí o boato de que quem manda, mesmo, é o ACM.

CONCLUSÃO
Em meus 144 anos, vi o futuro ir acontecendo, e aprendi pelo menos uma coisa: as previsões estavam sempre erradas. Acho que descobri o porquê. Outro dia achei um livro antigo, que já caiu em desuso por ser a negação da lógica. De qualquer forma, lá foi escrito, há milhares de anos, que cada dia é diferente do outro, exatamente "para que o homem nunca possa descobrir nada sobre seu próprio futuro" (Eclesiastes, 7, 14). "

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Max Gehringer fala sobre os Tecnólogos



Clique AQUI para escutar o que ele tem para falar sobre os cursos Tecnológicos, aqueles que formam nós, os Tecnólogos.

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terça-feira, 8 de julho de 2008

Estaleiro Mauá é investigado pela PF e pode perder a P-62



O estaleiro Mauá, controlado pelo Synergy Group, de German Efromovich, tem pressa na assinatura do contrato com a Petrobras para a construção do navio-plataforma P-62 em parceria com a Jurong, de Cingapura, encomenda de US$ 1,5 bilhão. A contratação da unidade está em análise na estatal e, semana passada, chegou-se a cogitar no mercado o cancelamento do projeto.

Simultaneamente circulam informações entre fontes do setor, não confirmadas pela Petrobras, de que a estatal poderia excluir o Mauá, com sede em Niterói (RJ), de novas licitações por um período de dois anos. Se confirmada, a medida poderia deixar o Mauá de fora dos grandes pacotes de encomendas lançados pela Petrobras para desenvolver a exploração e produção nos reservatórios na área do chamado pré-sal. A exclusão do Mauá interessa a concorrentes do estaleiro que poderiam ganhar mais obras.

Fonte: nicomexnotícias.com.br

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LOBÃO: PETROBRAS TERÁ QUEDA NO LUCRO

Fonte: Nicomexnotícias.com.br

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, admitiu ontem que a Petrobras pode deixar de ter lucro com a alta do petróleo no mercado internacional. Segundo o ministro, o governo não prevê aumento nos combustíveis no Brasil por conta da variação do preço do petróleo lá fora e, com isso, a estatal deixará de ganhar. “A Petrobras pode deixar de ter algum lucro imediato, mas terá no passo seguinte a retribuição completa”, disse o ministro, após participar do programa de lançamento de sistemas de apoio à outorga mineral.

Lobão frisou que a alta do petróleo tem sido muito grande e precisa ser considerada, mas que o governo não deseja ainda mexer nos preços praticados no Brasil. “Não trabalhamos ainda com a hipótese de rever os preços nos combustíveis aqui no Brasil”, ressaltou o ministro.

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"BRASIL CONTINUA AUTO-SUFICIENTE"

Fonte: Nicomexnotícias.com.br

O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, contestou ontem dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre exportações e importações de petróleo e disse que, pelas contas da estatal, o Brasil continua auto-suficiente na produção da commodity. O executivo citou, porém, apenas dados referentes às operações da estatal, sem contar com as importações feitas por outras empresas. "O saldo comercial, em volumes, continua positivo", afirmou Costa, sem citar valores. Mais tarde, a companhia divulgou nota informando que a empresa vendeu 91 mil barris por dia a mais do que comprou entre janeiro e maio deste ano.

Dados da ANP, compilados junto à Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apontam um déficit de 185 mil barris por dia entre janeiro e abril. Especialistas lembram que há hoje empresas privadas atuando no comércio exterior de petróleo e derivados. Cerca de 70% da nafta consumida no País, por exemplo, é importada diretamente pelas centrais petroquímicas. "Os dados da Petrobras nunca batem com os da Secex, que usamos em nossas análises. Não dá para trabalhar com números de empresas", diz Bruno Rezende, analista especializado em balança comercial da consultoria Tendências.

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